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Polícia Federal rejeita proposta de delação premiada de banqueiro envolvido em fraudes financeiras

Decisão da PF foi comunicada ao STF, mas negociações podem ser retomadas caso surjam novas informações relevantes

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Por Tenant Admin

21/05/2026, 20:39/ 3 min/ Justiça

Recusa da Polícia Federal à delação de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal (PF) optou por não aceitar a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está no centro de uma investigação sobre fraudes bilionárias no sistema financeiro nacional. A decisão foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo inquérito que apura o caso.

Contexto da investigação

As apurações começaram em 2024, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), e envolvem a emissão irregular de títulos de crédito financeiro sem a devida cobertura, prática que teria causado prejuízos significativos ao sistema bancário. O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, após constatação das irregularidades.

Histórico de prisões e negociações

Daniel Vorcaro, de 42 anos, foi preso preventivamente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero em 18 de novembro de 2025, permanecendo detido por dez dias até ser liberado por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em 4 de março de 2026, ele foi novamente detido na terceira fase da operação. Desde 19 de março, participou de negociações para um acordo de colaboração, chegando a ocupar uma sala especial na Superintendência da PF em Brasília.

No entanto, com o avanço das investigações e a avaliação da PF, as informações fornecidas por Vorcaro foram consideradas inconsistentes e não condizentes com as provas reunidas até o momento. Como resultado, ele foi transferido para uma cela comum na superintendência, com possibilidade de retorno à Penitenciária Federal, onde as condições de detenção são mais rigorosas.

Papel do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República

Embora a Polícia Federal tenha rejeitado a proposta, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda está avaliando o conteúdo da delação apresentada. Caso a PGR aceite a colaboração, o acordo deverá ser submetido ao ministro André Mendonça para homologação, conforme determina a Lei de Organização Criminosa (Lei 12.580/2013).

A homologação é fundamental para que Vorcaro possa usufruir dos benefícios previstos, como redução de pena, e para que sejam estabelecidas obrigações, incluindo a devolução de valores obtidos por meio das fraudes e o compromisso de revelar integralmente as informações sobre os ilícitos.

Possibilidades futuras

Fontes da corporação indicam que a decisão atual da PF não impede futuras negociações, caso o banqueiro apresente dados relevantes que possam contribuir para a investigação. A expectativa é que o desfecho do caso dependa da colaboração efetiva de Vorcaro e da análise criteriosa das autoridades competentes.

Impactos e relevância

O caso destaca o esforço das instituições brasileiras em combater fraudes financeiras que ameaçam a estabilidade do sistema bancário. A atuação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público e Supremo Tribunal Federal reforça a importância da legalidade e da transparência no setor financeiro.

A Operação Compliance Zero, que investiga essas irregularidades, segue em andamento, e novas fases podem ser deflagradas conforme o avanço das apurações.

Créditos: Agência Brasil

Autor(es): Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil